SUSTENTABILIDADE – Experimento usa luz do Sol para limpar ar

Fonte: Info line

Um experimento em teste na Suíça promete transformar desertos em áreas mais capazes de tirar Co2 do ar que densas florestas.
Uma das vilãs do aquecimento global é a destruição de matas. Afinal, com menos árvores no planeta, menos vegetação transforma gás carbônico em oxigênio.
Em contraposição às florestas cheias de biodiversidade, os desertos são considerados quase que totalmente estéreis para o planeta e para o combate ao aquecimento global.
Um experimento desenvolvido pelo pesquisador Aldo Steinfeld no Instituto de Tecnologia da Suíça propõe inverter esta equação, usando desertos a favor da despoluição do planeta.
Partes de carbono por milhão
Medições em diferentes pontos da Terra indicam que nossa atmosfera possui hoje 385 partes por milhão de dióxido de carbono. Para muitos cientistas, esta já é uma proporção ruim e a concentração de moléculas de carbono estão ao menos 100 partes por milhão acima do que estava há um século. Esta proporção, aliás, tende a crescer com a crescente queima de combustível fóssil por carros, fábricas e usinas de eletricidade.
A ideia de Aldo é desenvolver máquinas que possam sequestrar carbono e devolver à atmosfera apenas ar limpo, livre das substâncias que geram o aquecimento global. Estas tecnologias, na verdade, já existem mas enfrentam um grave obstáculo: são caras e demandam muita energia.
O processo básico envolve concentrar uma grande quantidade de ar poluído num cilindro com hidróxido de sódio. Se este meio for aquecido a temperaturas superiores a 400º C, as moléculas de carbono reagem com o hidróxido de sódio e são transformadas em carbonato de cálcio. Assim, o oxigênio fica livre do gás carbônico e pode ser liberado na atmosfera. O resultado da reação são apenas resíduos não tóxicos, que podem ser enterrados.
O dilema elementar desta tecnologia é que para aquecer o ar a 400º C é preciso tanta energia que os benefícios para o planeta acabam anulados pela maior necessidade de gerar eletricidade.
A ideia de Aldo é usar energia solar para fazer esta reação e, de quebra, reciclar os resíduos transformando-os em hidróxido de sódio, substância fundamental para realizar a operação.
Deserto produtivo
Assim, um sistema com grandes parabólicas capta a energia solar e a usa para aquecer cilindros onde o ar poluído da atmosfera é concentrado. Lá dentro, o ar reage com uma solução de hidróxido de sódio e separa o oxigênio do gás carbônico.
Numa segunda fase, os resíduos da operação são submetidos a uma temperatura de 1000ºC em meio a uma solução com hidróxido de cálcio. O resultado é a conversão dos desetos em hidróxido de sódio reciclado, uma substância fundamental para alimentar a “usina de oxigênio”.
Como só funciona sob Sol forte, o experimento deveria ser instalado em desertos, propõe o professor. Isto transformaria desertos em áreas economicamente interessantes para uma futura economia de créditos de carbono.
Na opinião de Aldo, seu invento poderia se somar a outras atitudes como a adoção de energia limpa nas fábricas e o uso de combustível fóssil nos carros. Mais do que simplesmente impedir que mais gás carbônico seja lançado na atmosfera, o recurso consegue reverter os males já causados à atmosfera, retirando moléculas de CO2 dela.
Para ser efetivo, porém, o projeto precisaria ser aplicado em larga escala nos desertos do mundo. O pesquisador acha isso plenamente possível se os governos do mundo onerarem as fábricas e usinas poluentes, obrigando-as a financiar estes projetos.


29/01/2009

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