SUSTENTABILIDADE – Por um planeta, e um bolso, mais sustentável.

Fonte: Portal Amanhã
A arquiteta e mestre em Engenharia Civil Lisandra Krebs elaborou para o Portal AMANHÃ uma lista com 15 dicas que ajudam a deixar as empresas mais agradáveis ambiental e economicamente

Estamos cada vez mais conscientes de que é fácil implementar em nossas casas medidas para reduzir as agressões ao planeta, mas será que estamos comprometidos da mesma maneira em nossos ambientes corporativos?
Para refletir sobre o assunto e adotar uma ou mais estratégias ambientalmente amigáveis nos locais de trabalho, basta dar uma olhadinha em um pequeno checklist com dicas de fácil implementação.
1. A luz natural, além de ser de graça, é mais agradável. Que tal observar os locais em que a luz artificial pode ser apenas complementar, e passar a aproveitar esse recurso natural? O único cuidado necessário é evitar o ofuscamento.

2. Se houver a possibilidade de uma pequena reforma, as faixas de luminárias que ficam junto às janelas podem acender de forma independente das demais, permanecendo apagadas quando a luz natural for suficiente. Se quiser ir além, toda a iluminação pode passar por uma revisão, separando lâmpadas que devem acender juntas daquelas que podem acender de modo separado em todos os ambientes. Além disso, é possível fazer uma avaliação de onde pode ser instalado sensor de presença. Assim, não haverá luz acesa à toa.
3. Uma prática comum em green buildings é o uso de luminárias de mesa. É impressionante a economia que se pode obter quando cada colaborador tem autonomia para controlar o nível de iluminação em sua mesa de trabalho. Lembrando de não desrespeitar o nível de iluminação necessário para cada atividade, a iluminação geral pode ficar menos intensa com a adoção dessa estratégia, o que reduzirá o consumo total.
4. Outra dica é a substituição de lâmpadas que consomem muita energia por modelos mais econômicos, garantindo o mesmo nível de iluminação com mais eficiência (além desses modelos, em média, durarem mais). Pesquise um pouco mais antes de comprar.
5. O teto deve ser de cor clara, para refletir a luz. A cor das paredes também influencia no nível de iluminação geral do ambiente. A dica é um pouco óbvia, é verdade, mas não custa lembrar.
6. Equipamentos: atenção ao Selo Procel! Os eletrodomésticos – incluindo microondas e frigobar – possuem esse selo indicando o consumo energético. Para modelos importados, o equivalente é o selo Energy Star. Olho neles na hora de comprar ou substituir os eletrodomésticos do escritório.
7. Ainda sobre equipamentos: sempre desligar da tomada aqueles que não estão em uso. Isso inclui baterias de celular esquecidas na tomada, que ficam consumindo energia.
8. Monitores ligados, com descanso de tela, também consomem muito. Configure as máquinas para o modo de economia de energia.
9. Para economizar água: instale restritores de vazão nas torneiras. São fáceis de encontrar, baratos, e, segundo fabricantes, economizam até 60% da água consumida nas torneiras.
10. Ainda para economizar água: substitua a válvula de descarga por uma de duplo fluxo (3 e 6 litros).
11. Lixo: reduza a geração (é possível, repensando um pouco o consumo), separe em lixo orgânico e seco (só os dois já basta, as cooperativas de reciclagem farão o resto da triagem). Verifique de perto a destinação que a empresa ou o condomínio darão aos resíduos. Existem negócios, empregos e geração de renda envolvidos nessa cadeia.
12. Papéis, cartões e envelopes de material reciclado: fabricantes já disponibilizam modelos a preços competitivos.
13. Por falar em papel, imprimir menos, imprimir dos dois lados da folha, usar e abusar dos rascunhos…
14. Cafezinho: podemos voltar ao filtro de pano, ou adotar os filtros de papel reciclado (as principais marcas já disponibilizam essa opção). Podemos também observar a procedência do café, se é orgânico ou não, se vem de muito longe ou é produzido localmente. Para escolher, atenção à embalagem.
15. Ainda sobre o cafezinho: vamos usar copos de vidro e canecas, e não copos descartáveis. Existem modelos de canecas menores, e cada colaborador pode ter a sua de estimação. A redução de copos plásticos pode ser quantificada mensalmente, e comunicada em um quadro de avisos.
Essas são apenas algumas dicas entre tantas outras coisas que podemos fazer. Para dar um empurrãozinho e iniciar as mudanças, lembramos: a maioria dessas medidas não são mais sustentáveis apenas para o planeta, mas também para o bolso.
*Lisandra Krebs é arquiteta, mestre em Engenharia Civil pela UFRGS e consultora da Krebs Sustentabilidade
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