GESTÃO – Liderando no escuro.

Por: Andreas Müller / Redação de AMANHÃ
Apesar dos avanços da tecnologia da informação, ainda são poucos os líderes que têm acesso a dados confiáveis para a tomada de decisão

Que as tecnologias da informação ajudam a resolver problemas, todo mundo sabe. O que pouca gente reconhece é que elas também deflagram uma série de efeitos colaterais – muitos deles, nocivos – para quem carrega a responsabilidade de comandar um negócio. Um desses efeitos colaterais é o excesso de informação. Soluções de ERP, CRM e outras produzem uma verdadeira enxurrada de dados que, sem o devido gerenciamento, pode arrastar o líder da empresa para um mar de equívocos e incertezas.
É o que mostra a pesquisa “CIO Study”, produzida pela IBM com base em entrevistas com 2.500 CIOs ao redor do mundo. Atualmente, diz o estudo, 53% desses líderes não têm acesso às informações de que necessitam para tomar decisões críticas. E entre os que têm acesso, o quadro é pouco alentador: um em cada três simplesmente não confia nos dados que recebe.
Em parte, isso explica por que a própria IBM já despejou US$ 8 bilhões, desde 2005, na compra de 18 empresas americanas, todas elas focadas em gestão de informação. A multinacional americana, que só no Brasil emprega mais de 18 mil funcionários, acredita que a próxima onda de investimentos na área de TI será deflagrada justamente pela necessidade de se estruturar o caos informacional das empresas – e transformá-lo em algo realmente útil para quem toma decisões. A IBM lançou até um slogan-conceito para definir essa demanda: “information-led transformation”, ou a capacidade de as empresas se transformarem com base em informações mais precisas e confiáveis.
“Os sistemas de informação atuais não são estruturados. Geram muita informação, demandam altos custos de armazenamento e infraestrutura computacional, mas nem sempre ajudam os líderes a tomar decisões com rapidez e segurança”, percebe Steve Mills, vice-presidente sênior da IBM, em entrevista a AMANHÃ. “E nós queremos resolver isso”, diz. Parte desse esforço se baseia na incorporação de softwares de Business Intelligence (BI), que são capazes de “ler” os dados de uma empresa, estruturá-los e sintetizá-los. Outra parte se baseia em novas tecnologias que a IBM está desenvolvendo para ampliar a capacidade de leitura dos dados de uma empresa – inclusive de dados não estruturados, como imagens, vídeos, etc.
“Nosso ideal é que os líderes tenham condições de saber, de forma simples e em tempo real, tudo que se passa dentro da empresa. E possam, assim, antever cenários e tomar decisões mais rápidas e confiáveis”, vislumbra o indiano Ambuj Goyal, diretor de uma área da IBM conhecida como “Business Analytics and Process Optimization”, que engloba todas as aquisições realizadas pela empresa desde 2005.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s