LIDERANÇA – Oscar, produção de filmes e trabalho em equipe

Se você encontrar um ator na rua, ele irá dizer que são os atores que realmente fazem o filme. Que o roteiro é apenas branco no preto, mas quem realmente faz o filme, são os atores. Bom, se na sequência de uma caminhada, você encontrar um roteirista na rua, ele dirá: o filme é criado pelo escritor, somos nós quem inventamos a história, somos responsáveis por ela.
Como sabemos disso?
Bem, esse foi o relato de Peter Bregman, colunista da Harvard Business, entre outras coisas, contando de sua caminha com uma Diretora de Elenco em Park City, Utah, Estados Unidos. E ele ainda completa: “não encontramos um diretor no caminho, mas tenho certeza que, se tivesse acontecido, ele teria dito que filmes são feitos pela voz criativa do diretor”.
A “briga” pelo crédito, vivenciada pela dupla nesta caminhada, foi (muito bem) comparada a qualquer corredor de escritório. E foi aí que Bregman teve um “insight”.
Afinal, quem é responsável – e deveria levar maior crédito (leia-se $$$) – pelo sucesso de um produto ou serviço oferecido? A equipe de design? A equipe de divulgação? A força de vendas? O executivo que liderou e estratizou tudo isso?
Em um time, não são todas as pessoas que tem o mesmo valor, correto? Basta olhar o esporte! Nos times de futebol, por exemplo, alguns ganham milhões, enquanto outros, poucos “mil”. É a clássica oferta e demanda: algumas pessoas são mais fáceis de substituir que outras.
Ok. Pensando assim, é óbvio: para saber quem merece maior crédito, é olhar para o mais insubstituível. Ele é o responsável pelo crédito. Ufa!
Mas.

As indicações para o Oscar saíram e o que Bregman percebeu?
– Cisne Negro (Black Swan): indicado a melhor filme –  e melhor diretor, atriz, fotografia, edição.
– A Origem (Inception): indicado a melhor filme – e melhor roteiro original, direção de arte, fotografia, trilha sonora original, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais.
“O discurso do rei” (The King´s Speech) e “A Rede Social” (Social Network), além de melhor filme, foram indicados para outras 11 e 7 premiações, respectivamente.
E, por acaso, alguma produção com indicação “apenas” a melhor filme? Não? Não.
Em outras palavras: para a melhor produção, não basta apenas uma equipe ser excelente. São partes independentes e colaborativas que são excelentes, juntas. Não é o talento de uma pessoa.
Ficou claro, né? É praticamente sempre um erro colocar uma pessoa, uma equipe, um departamento como responsável pelo sucesso de uma empresa. Pensar que alguns não levam o crédito que merecem, ok. Mas pensar que eles mereciam TODO o crédito? Bem, não.
E, segundo Peter Bergman, os melhores produtores de filme sabem disso: eles colocam os holofotes nos diretores, porque os filmes precisam de nome – assim como uma empresa precisa de uma marca. Mas isso não garante uma boa produção (é só assistir “O Turista”: nem Angelina nem Depp salvaram…).

Os melhores líderes sabem disso. E não apenas da boca para fora – eles realmente sabem que isso é verdade. E passam essa mensagem através da própria humildade – que, por sinal, é mais que atitude, é uma habilidade – creditando TODA a equipe pelo trabalho.

Fonte: Coluna FastCompany

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1 comentário Adicione o seu

  1. Alexandre disse:

    Belo texto, realmente uma visão diferente.

    Crédito para o escritor ou para o site que publicou?

    Curtir

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