TECNOLOGIA – Google View Brasil e seus bastidores

Aqui em Porto Alegre, as fotos do Google Street View já estão sendo aguardadas ansiosamente (pelo menos, por nós!). São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, no entanto, já tiveram seus dias de felicidade, com a presença de 30 veículos do Google Street View Brasil em suas ruas, que percorreram mais 150.000 quilometros e gravaram 135 milhões de imagem em JPG. Imagina organizar esses terabytes de dados gerados?

Em matéria do Portal Exame, foi dada a ênfase de que, na verdade, os famosos carros são apenas parte de um processo altamente complexo e organizado, para tornar possível essa ferramenta. São duas equipes:
– Uma cuida da operação dos carros;
– E outra fica na sede do Google, processando e “borrando” (tirando nomes e placas) as imagens, para depois associar o conteúdo aos mapas.
Pois vamos ao processo:
– Primeiro, preparar os veículos, que têm que suportar 90 quilos no teto, câmeras e computadores, não capotar e ainda tirar fotos aceitáveis a 80 quilometros por hora. Difícil equilibrar 1,80 metro sobre o carro, mas nada que uma parceria básica com a Fiat não faça: engenheiros trabalharam para adaptar o modelo Stilo para o trabalho (detalhe: em apenas um mês!!).
Dividindo a cidade, para melhor organização, em polígonos, do centro para periferia. Cada automóvel do Street View é responsável por um e, quando termina, começa outro.
– Já na rua, os automóveis circulam normalmente. Além de transitarem de segunda a sexta, ficam em velocidade recomendada para cada via, tomando o cuidado, apenas, para não passar dos 80 quilômetros por hora (o que não impediu de já levarem 28 multas de trânsito).
– Para os locais turísticos, de difícil acesso, a equipe utiliza triciclos com câmeras (os “trikes”). Entra, aí, outra parceria, agora com a Embratur e uma plataforma de comunicação para internautas indicarem locais que gostariam de ver (www.exploreostreetview.com.br).
– Com as imagens, os HDs vão sendo armazenados na sede Google Brasil e, depois, em maior quantidade, enviadas para a matriz, em Mountain View (detalhe: até chegar na matriz, Googleplex, não é feito back-up!).

Já na matriz, começa o trabalho de “borrar” as fotos. Mas calma: é um computador programado que faz isso. Como também para ocultar rostos. Verificações são feitas por amostragem.
– A associação ao mapa é feita por informações do GPS e a verificação, pela equipe brasileira. Problemas já foram detectados e retirados na “versão” brasileira, inclusive fotos de cadáveres encontradas por internautas!
– As próximas cidades serão mapeadas (Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador). Para isso, ou a parceria com a Fiat será renovada ou comprarão novos carros.

Medo??

Embora a empresa afirme tomar todo o cuidado possível com a privacidade dos usuários e forneça ferramentas para reportar cenas indesejadas, o Street View tem sido questionado em vários países, especialmente na Alemanha. Descobriu-se que os veículos gravavam dados sobre redes Wi-Fi, endereços de e-mail e até senhas. Será?

Fonte: Portal Exame

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s