MARKETING: Empresas ainda têm preconceito com baixa renda

O Data Popular fez uma pesquisa com executivos de marketing para saber o que eles pensam das classes C, D e E. E adivinha qual foi o resultado? 70% dos entrevistados percebem que existe algum preconceito por parte de suas empresas quando o assunto é atuar com a baixa renda.
Renato Meirelles, sócio diretor do Data Popular
E deixa a gente adivinhar o que você pensou: “mas o poder aquisitivo (e de consumo, claro) está na baixa renda, você vê isso em qualquer lugar.. ou não?”. Também pensamos isso… E tem mais!

Dos executivos ouvidos (foram 100 empresas diferentes), o Data Popular descobriu que 71% acreditam haver resistência interna com esse público. E mais número ainda:
  • 20,79% consideram despreparados para lidar com este público;
  • 14% afirma que a empresa está despreparada;
  • 91% avalia os colegas como despreparados para lídar com público de baixa renda;
  • 54% acreditam que sua empresa entende pouco ou nada de baixa renda;
  • 33,8% apontam o “conhecimento” como principal dificuldade em atender este mercado (seguido de comunicação, produto, estrutura e estratégias.

Ressalta-se a falta de conhecimento com pontos básicos: “O repertório da elite brasileira é minimalista, predominam as cores primárias. Nas classes C e D é diferente, destaca-se o vermelho, o verde, o colorido que vem desta cultura”, exemplifica o sócio diretor do Data Popular.  

Além de ser “um problema sério”, segundo Renato Meirelles, sócio diretor do Data Popular, não é o conhecimento (corrigido com pesquisas) ou a comunicação (corrigido com ações em promoção), mas de todo composto de Marketing.
“Não é um problema apenas na comunicação, mas no composto de marketing como um todo. Há uma demanda por desenvolvimento de novos canais de venda e plataformas de relacionamento com a classe C. Cresce a inauguração de lojas próprias e o mercado de venda direta”
Ainda existem, no entanto, os cases de sucesso. O mais lembrado, com certeza, é Casas Bahia, com 37,7% dos entrevistados. Seguem Magazine Luiza, com 9,5%, e Marisa, com 3,6%. Estão ainda no ranking Nestlé (3%), Avon, Bradesco, Havaianas, Hypermarcas, Lojas Marabraz e Unilever, todas empatadas com 2,4% das citações. A liderança da Casas Bahia pode ser explicada por dois fatores: a varejista é a marca que direciona sua estratégia há mais tempo para estes consumidores e nunca teve vergonha de dizer que fala para este público.

Fonte: Portal Exame

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