CRIATIVIDADE: Escolas que inovaram no método de ensino

Blue School, High Tech High e Quest to Learn são escolas de ensino fundamental e médio que quebraram paradigmas na forma de ensinar os alunos, começando por não utilizarem salas de aula tradicionais. 

A maioria das escolas ainda se baseia no modelo em que alunos ficam sentados em suas cadeiras da sala de aula e o professor os ensina usando alguma metodologia. Depois, eles recebem tarefa de casa pra treinar e memorizar. Mas, essas três escolas surgiram visando dar novos ares à educação, mostrando modelos alternativos que proporcionam a criatividade e a autoaprendizagem.

“A pessoa chave na educação é o aluno”, diz o psicólogo evolucionista Peter Gray, da Universidade de Rockefeller. “Às vezes, a inovação é não fazer nada – deixar as crianças assumirem o controle”.

1- BLUE SCHOOL: 
Nova Iorque, EUA.

Essa escola foi idealizada e fundada pelo trio Blue Man Group e suas esposas, em Lower Manhattan. Atualmente, ela vai até a 5ª série, e até 2017 servirá para todo o ensino fundamental. Eles acreditam que as mentes curiosas são as melhores na aprendizagem, e que ter visões de mundo diferentes é a melhor forma de incentivá-las.

Baseados em performances do Blue Man Group, a escola ensina em seis modos, através de personagens interpretados pelas crianças: o Cientista, o Inocente, o Membro do Grupo, o Herói, o Artista e o Malandro. Cada um tem perspectiva diferente, e as crianças de cada série aprendem a partir do ponto de vista de um desses personagens. 

Para as crianças de dois anos da pré-escola, a escola disponibiliza tambores de tinta neon, técnica também usada pelo trio Blue Man. Para as crianças mais velhas, por exemplo, quando estudam A Odisséia, de Homero, de tão interessados em saber como os gregos preservaram comida antigamente, acabaram construindo um desidratador de alimentos para descobrir.

A Blue School tem um currículo baseado na curiosidade, e seus fundadores acreditam que estão formando crianças empreendedoras. “Achamos que há uma espécie de alquimia combustível em ter uma visão rica de mundo”, diz Chris Wink, co-fundador. “É ser capaz de pular de uma lente pra outra”.



2- HIGH TECH HIGH
San Diego, EUA.

A americana Larry Rosenstock aprendeu, em sua experiência como professora, que a prática era a melhor maneira de envolver as crianças. Em 2000, ela foi uma das criadoras da High Tech High, uma escola de ensino médio com 200 crianças. Ela é um dos 12 institutos a se especializar em aprendizagem baseada em projetos, e o restante das escolas serão construídas dentro dos próximos 5 anos.

Os alunos ingressam na HTH através de sorteio, e trabalham com os professores em equipes como designers para adequar seus próprios currículos. Um dos projetos já concluídos é um guia de campo ambiental, a Baía de San Diego, que foi vendido na Amazon. Outro é um estudo de um ano em vídeo sobre violência armada em escolas. As disciplinas às vezes são dadas de forma conjunta, um projeto de arte com construção e física.

87% dos estudantes da HTH se formam em cursos universitários, em comparação com a média do estado de 35%. O plano deles é tornar-se global, e expandir a educação através de cursos online.



3- QUEST TO LEARN
Nova Iorque e Chicago, EUA.

Essa escola foi construída por Katie Salen, que se inspirou na obsessão das crianças por videogames. “Design de videogames tem tudo a ver com a experiência do jogador”, afirma ela. Salen fundou a Quest To Learn como uma escola pública em que as salas de aula são construídas nos princípios de design de videogames. Um Instituto de Jogos da Salen, uma ONG que administra a escola, tem incubado um estúdio chamado GlassLab com Artes Eletrônicas, que desenvolve jogos com um critério de avaliação.

Os alunos devem passar por desafios, ou, como chama Salen, por “missões”. “Montamos um problema que as classes têm 10 semanas para resolver. Quando completam uma missão, outra é desbloqueada. Com jogos você falha, mas isso te ajuda a seguir em frente e melhorar”. Bambolês e dardos são exemplos de jogos da aula. As missões também podem ser um plano de negócios. Um deles foi a construção de um sistema de energia sustentável para a escola baseado em jogos: um modelo geotérmico gerado por lava derretida fluindo abaixo do prédio.


Fonte: AsBoasNovas

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s