CASE: Linkin Park + Harvard Business School

A indústria da música está passando por uma fase de mudanças profundas. Vendas de álbuns estão em declínio de 14%, download de singles está baixando em 11% e enquanto isso os serviços de streaming estão em crescimento de 28%. Isso deixa claro que, para continuarem lucrativos, as músicas terão que inovar.

(Spotify é o serviço de stream de música que mais cresce no momento)

Os artistas de maior sucesso estão buscando novas maneiras de gerar renda e estão expandindo suas marcas a áreas como tecnologia, jogos, moda, e estilo de vida. Jay Z, Beyonce, Pharell e Jared Letto são alguns dos nomes mais proeminentes nesse grupo de artistas que estão expandindo seus horizontes.

A banda Linkin Park, uma das maiores bandas de rock atuais, sempre viu seu negócio como indo além de gravar álbuns e fazer shows. Desde a criação da banda em 1996, os membros se preocuparam em criar um negócio para apoiar seu crescimento. E foi durante essa época, em que os membros do Linkin Park copiavam cd’s em seus quartos para enviar por correio aos seus fãs, que foi criada a Machine Shop, a empresa da banda. No início a empresa tinha como foco a venda de mercadorias oficiais da banda, envio de cd’s ao fã e organização do fã clube oficial. Mas com o crescimento da banda, a empresa cresceu junto.

(a banda já tem quase 20 anos de carreira)


Linkin Park e Machine Shop trabalharam juntos para lançar álbuns, e experimentaram atuar em vídeo games, arte e outros interesses dos membros da banda. Mas em 2013, com a mudança de paradigmas ocorrendo no mundo da música, eles buscaram ajuda da Harvard Business School, na figura da professora Anita Elberse para se inovar.

Essa parceria gerou um grupo de estudo por um semestre para pesquisas quem estava inovando na indústria da música e o que eles estavam fazendo. Também foram estudadas empresas que estavam expandido suas áreas de atuação ao ponto de criarem em ecossistema ao redor de seus produtos principais.

E qual foi o resultado dessa parceria? A Machine Shop foi reestruturada como uma empresa focada em inovação a partir de parcerias de negócio não tradicionais e design thinking criativo. Em menos de um ano dessa reestruturação, a empresa já estava envolvida com projetos de moda, design e tecnologia.
Também foi criada a Machine Shop Ventures, uma empresa de investimentos que investe em empresas start up alinhadas com a visão de inovação e design do Linkin Park.

(além de muito rock, também tem muita reunião de negócio)

Atualmente, a empresa ainda está dentro da indústria da música mas essa agora é só uma parte de seu mix de atividades. Quando a banda for sair em tour pela China agora em 2015, além de shows o Linkin Park também fará reuniões com empresas de tecnologias, marcas e empresas de investimento para discutir oportunidades de negócio.

Fonte: Harvard Business Review

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