TENDÊNCIA: Para onde vai o futuro da aviação?

Viajar de avião é uma experiência que inspira sentimentos conflitantes na maioria das pessoas.

Por um lado, a maravilha de se fazer uma viagem por um décimo do tempo que levaria por terra, o frio na barriga, e até o glamour associado com esse modo de transporte.
Mas também têm banheiro sujos, pouco espaço, impossibilidade de mover as pernas e comida de qualidade duvidosa.

Uma coisa é clara a todos, as empresas aéreas estão sempre em busca de inovação para economizar dinheiro, e tentar deixar a viagem mais confortável.
Só que às vezes esses dois objetivos são conflitantes.

Abaixo seguem algumas previsões para o futuro da aviação que vão de encontro esses dois objetivos:

1) Preços de passagens dependentes de seu tamanho

Parece absurdo, mas está mais perto de acontecer do que você imagina. A Airbus já aprovou uma patente para um banco regulável, que pode aceitar 3 ou 4 passageiros dependendo da necessidade de espaço deles. Esse banco não é reclinável, e na forma para 4 passageiros não apresenta descanso para braços. A revista Time descreveu o banco como “um pesadelo” e que ele pode “ser usado como técnica de tortura no futuro”. Caso esse banco seja aplicado nas aeronaves da Airbus, é bem provável que em pouco tempo as empresas aéreas cobrem pela passagem de acordo com o tamanho de banco que o cliente quiser usar.

2) Banheiros auto-limpantes

Foi a Boeing que apresentou ao mundo seu protótipo de banheiros auto-limpantes, mas todas as grandes empresas fabricantes de aeronaves já se adaptaram a essa ideia. A tecnologia funciona com luzes UV, capazes de matar até 99,9% dos germes, iluminando todas as superfícies que podem ser contaminadas dentro do lavatório. Claro que essa técnica não deixa obsoleto a limpeza manual com água e sabão, mas oferece um alivio em vôos muito longos onde os banheiros podem ser usados por até 24h por centenas de pessoas antes que a empresa aérea tenha possibilidade de limpá-los. Agora a Boeing está trabalhando em protótipos de maçanetas de porta que não precisam ser tocadas com as mãos, e um chão auto-aspirante.

3) Bancos ajustáveis em posição

A Rebel.Aero apresentou seu design para um banco de avião que se ajusta para uma posição semi-levantada. O público pode se perguntar “mas quem gostaria de passa a viagem toda de pé?”, só que esse não é o objetivo do novo banco. O banco ajustável busca dar mais opções de modos de se alongar durante viagens longas. É uma mudança que gera conforto ao passageiro sem implicar em aumentar o espaço para cada poltrona, e consequentemente diminuir a renda das operadoras aéreas. Por tanto, é uma pequena revolução que podemos esperar em médio prazo para aparecer no dia a dia aéreo.





4) (um pouco) Mais privacidade

Nem todas as mudanças são revolucionárias, algumas só adicionam uma pequena facilidade no cotidiano de viajantes, mas a criação de um encosto para bancos que pode ser ajustado para maior privacidade. O protótipo foi criado por alunos da  Universidade de TU Delft na Holanda, e espera-se que encontre seu caminho para os vôos comerciais do mundo todo em tempo recorde.





5) Cabines mais aconchegantes

A eterna busca por inovações de design que deixem as pessoas mais calmas e acomodadas chegou em aplicação de madeira em pisos e divisórias internas das aeronaves. Além disso, a iluminação é outra característica que deve mudar em um futuro próximo: a Apex desenvolveu luzes que, além de ditar o clima interno da cabine, podem ser usada para a projeção de imagens no teto do avião.





6) Mudança total da parte interna da aeronave

A transformação que muitos querem ver, mas que as companhias aéreas vão insistir em não oferecer. Uma mudança tão radical como a proposta pela Zodiac é bem improvável de acontecer. Isso porque, embora a total reestruturação de acomodações dentro da aeronave parece ser um sonho para os passageiros, isso implicaria em um número menor de viajantes por vôo – algo que invariavelmente aumentaria o preço das passagens. Mesmo assim, é interessante imaginar como seria viajar em um avião com as poltronas dispostas de acordo com a vontade do passageiro – em meio círculos de 3 ou 4, ou até sozinho e afastado dos outros.

Fontes: The Economist, Mashable

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