GESTÃO: Empresas com estratégias para enfrentar a crise

Momentos de recessão econômica tendem a ser difíceis para empresários de todos os setores. A falta de confiança do público faz com que todos os gastos que não sejam muito essenciais fiquem para mais tarde, atrapalhando ainda mais a retomada do crescimento.

Para enfrentar esse momento complicado é necessário muito trabalho e muita inteligência estratégica. Aqui temos algumas empresas que estão conseguindo crescer mesmo com o desafiante cenário brasileiro:

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A Enjoei entrou no mercado argentino em dezembro de 2015, assim contrabalanceando a crise brasileira com a melhora do mercado que a Argentina viu após a eleição de Macri. Claro que nenhum internacionalização é fácil, e Ana Luiza McLaren, fundadora da plataforma, acredita que um dos desafios é manter a personalidade de marca adequada a uma outra cultura. “Ainda assim tem que ser algo único, onde as pessoas reconheçam que existe uma identidade. Conseguimos fazer isso muito bem no país, e o desafio é fazer isso também fora, considerando a cultura de cada local para o qual a gente vá.” Além disso, a própria crise ajuda o modelo de negócios da Enjoei, pois “Em tempos difíceis as pessoas pegam o que elas já tem e usam isso para fazer renda. É um período onde elas estão mais abertas a estes modelos de negócio, é só ver o Uber ou o Airbnb” diz Ana.

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A DAF, uma pequena concorrente no mercado de montagem de caminhões, cresceu suas vendas em 70% em relação a 2015 – enquanto a Mercedes Benz, uma das líderes do setor, encolheu a produção. A empresa está a meros 3 anos no mercado brasileiro, e pretende crescer seu tamanho em conjunto com a retomada do crescimento do país. Mas para se posicionar como uma concorrente a ser considerada desde agora, a marca aposta em juros baixos no financiamento e um relacionamento muito próximo com o cliente. Michael Kuester, presidente da DAF Brasil, conta que “Temos um grupo no WhatsApp em que trocamos informações, ouço reclamações e os clientes enviam vídeos dos veículos em operação”.

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A Nanovetores S.A. é uma empresa catarina que está revolucionando os mercados de cosméticos, têxtil, odontológico, alimentício e hospitalar. Seus produtos estão em mercadorias de mais de duas mil marcas, de farmácias de manipulação a grandes multinacionais de cosméticos e a empresa foi pouco afetada pela crise brasileira. Para garantir esse bom momento de sua empresa, a pesquisadora catarinense Betina Giehl Zanetti Ramos investe desde 2006 nessa que dizem ser a tecnologia do futuro – a nanotecnologia. O crescimento agora toma o rumo internacional, um escritório foi montado nos Estados Unidos e uma unidade está em fase de instalação na Europa.

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GetNinjas é uma plataforma online para recrutar mão de obra avulsa, como diarista, carpinteiro e pintor. Assim como a Enjoei, a crise impulsionou a GetNinjas pois com menos negócios nos clientes habituais, muitos profissionais autônomos migraram para a plataforma em busca de novos contatos. Mas Eduardo L’Hotellier, criador da empresa, também pensou estrategicamente e utilizou oportunidades criadas pela crise para contratar mais pessoal e dobrou o número de colaboradores no último ano com profissionais de altíssima qualidade.

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A Forno de Minas pretende faturar em 2016 20% a mais do que no ano anterior, o que já está em vias de acontecer pois o primeiro trimestre de agora foi 27,7% melhor do que 2015. Esse crescimento, em meio a crise, vem impulsionado por um continuo trabalho de expansão internacional e aumento de linha de produtos. O pão de queijo Forno de Minas é exportado para os Estados Unidos, Canadá, Portugal, Inglaterra, Chile, Uruguai e Emirados Árabes. Mas Helder Mendonça, administrador da empresa, não está satisfeito “As exportações representam 7%, mas queremos que alcancem 20%”. A previsão é que, em breve, sejam fechadas parcerias com Peru, Holanda, Suíça, Escandinávia, Angola e Colômbia.

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Márcio Utsch, presidente da Alpargatas, ensina que o melhor modo de enfrentar crises econômicas é criar uma marca forte e contar com bons profissionais. Dona de marcas como Havaianas, Mizuno, Osklen, Timberland e Topper, a Alpargatas apresentou um crescimento de lucro de 21,2% em 2015. Que as marcas que Utsch lidera são fortes no mercado não há dúvidas, mas ele reforça a importância dos profissionais qualificados para superar dificuldades: “Buscar gente boa foi talvez a atividade mais complexa que nós tivemos no começo da nossa virada. Buscar gente boa para fazer a empresa andar, fazer aquilo que era bom e desprezar o que era ruim. Essa separação foi fundamental para que tivéssemos sucesso”.

Fontes: meio&mensagem, Época Negócios, G1, Exame, Hoje em Dia, Valor, Maxpress

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