INOVAÇÃO: O que você precisa saber sobre o PIXEL

Em 20 de outubro, foi lançado oficialmente o Pixel, primeiro telefone ‘oficial’ da Google. Embora a empresa já estivesse atrás dos telefones da linha Nexus da LG, o Pixel é um celular exclusivamente Google e demarca uma mudança de paradigma na empresa.

Segue abaixo alguns pontos importantes a respeito do celular:

1. Ele é um produto premium

Lançado para concorrer com os tops de linha das maiores empresas do ramo, o Pixel chega ao mercado com o mesmo preço de lançamento do Iphone 7 e do Samsung Galaxy S7. Isto é, é um telefone extremamente caro, um posicionamente bastante diferente que a empresa tem no ramo de notebooks, onde seu Chrome Book apresenta um preço mais popular.

2. A Google está insatisfeita com o monopólio da Samsung

Embora diversas marcas utilizem o sistema Android em seus aparelhos, a Samsung é a única que conseguiu se posicionar como uma opção premium com o sistema operacional. A Google sempre teve medo de entrar no mercado de hardwares e incomodar seus diversos parceiros, mas se sentiu mais a vontade de vender um telefone custando acima dos US$600 dólares pois a única parceira que pode ser concorrente nessa linha é a Samsung.

3. A Google diz que ele é o telefone de maior qualidade tecnológica – mas muita gente discorda.

A Google está divulgando o Pixel como o celular mais avançado tecnologicamente do mercado, com a melhor câmera e a melhor bateria. Entretanto, especialistas que tiveram contatos iniciais com o aparelho não notaram diferenças significativas em sua performance em comparação a outros aparelhos de ponta. Além disso, existem comparativos entres seus componentes e os de outros aparelhos que demonstram que o Pixel está a par com outras marcas.

4. Uma das coisas mais importantes sobre o Pixel é o assistente virtual da Google.

O Google diz que seu assistente é diferente dos outros pois ele consegue abstrair contexto de uma conversa. Isso significa que se a primeira pergunta ao Assistente for “O Grêmio vai jogar hoje?”, ele conseguiria abstrair o time se a pergunta seguinte for “E que horas é o jogo?”. Reviews preliminares dizem que o Assistente ainda não é tão desenvolvido quanto gostaria-se, mas é bastante eficiente para conversar sobre clima e previsão do tempo.

Outros especialistas veem no Pixel um aparelho cujo maior objetivo é acostumar as pessoas a usar a interface de IA da Google. A verdade é que o IA se desenvolve mais rapidamente com contato com usuários, e que o smartphone ainda é o aparelho onde a IA é utilizada por mais pessoas e em mais situações. Então, difundindo o Assistente pelo Pixel não apenas torna o Assistente mais completo e desenvolvido, mas também abre espaço para diversos outros aparelhos e aplicações do Google com o Assistente na nossa vida. O que nos traz para o último ponto importante:

5. É uma tentativa do Google de ampliar suas fontes de receita.

A receita atual do Google vem quase que exclusivamente de venda de ads, espaço publicitário em suas diversas plataformas – Google Search, Google Drive, Gmail, etc. Embora a maioria das pessoas acredite que ver alguns ads é um preço baixo a se pagar por todas as ferramentas quase que essenciais ao nosso dia a dia que o Google disponibiliza gratuitamente, para tudo existe um limite. E há um crescente debate a respeito de privacidade e venda de informações demográficas para aumentar a eficácia da publicidade, do qual o Google é o centro e recebe críticas mordazes.

Para tentar se desvencilhar dessa dependência massiva de venda de ads, Google já faz algum tempo que busca outras opções. Por trás desse desejo podemos ver a sua reestruturação em Alphabet e maior independência de seus diversos ramos de pesquisa, dentre os quais o IA se destaca. Inserir o IA do Google na vida pessoal dos usuários abriria um leque de opções de venda de serviços e aparelhos a esses usuários muito interessante ao Google – pensem Amazon Echo + seu e-mail + seu mapa + suas fotos + seus arquivos… Por outro lado, também abre oportunidade para o Google inserir uma maior quantidade de ads na vida do usuário, dessa vez com a desculpa de que foi o próprio usuário que pediu “Assistente, me reserve uma mesa em um restaurante próximo.”

Fontes: MIT,  The New York Times

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