TECH: Tendências tecnológicas para 2017

Continuando com nossa série temática de posts sobre tendências para 2017 com base no relatório anual de tendências da J. W. Thompson Inteliggence. Apresentamos diferentes segmentos, as tendências listadas deverão impactar diretamente mercados, produtos, marcas e serviços no próximo ano. Inspire-se, reflita e se necessário repense seu negócio, pois o mundo muda cada vez mais rápido.

Iniciando esta série temática trazemos algumas tendências tecnológicas que irão pautar 2017:

1) Tecnologia para Crianças

Os millennials estão se tornando pais, e a primeira geração a estar sempre conectada agora demanda que seus filhos também tenham essa oportunidade. Desde a gestação, a tecnologia agora ajuda mães e pais com desafios até então considerados normais à paternidade.

Em 2016, a segunda BabyTech Summit aconteceu – um evento focado em tecnologia para mães e bebês. Lá pode-se encontrar desde tecnologias para ajudar com as dificuldades da gestação e do parto, até berços smart e máquinas que fazem comidas de bebes em cápsula. A Internet das Coisas dos Bebês é um dos nichos que mais cresce.

A medida que a criança cresce, as possibilidades de inserir tecnologia para facilitar seu desenvolvimento aumentam. A educação tecnológica já é uma realidade para colégios modernos. Softwares que ajudam o educador a identificar as necessidades específicas de cada criança e personalizar seu material de estudo até jogos educativos que realmente são interessantes, a tecnologia na educação está apenas começando.

Ao mesmo tempo em que buscam tecnologias para suas crianças, os millennials também são pais que entendem que não é bom estar conectado 24h por dia e buscam momentos de confraternização em família sem interrupção digital. Pesquisa feita pela empresa Dolmio demonstrou que 38% das famílias acreditam não ter como limitar o uso de tecnologia em casa, e 63% das brigas familiares são relacionadas a tecnologia (como utilizar o celular durante o horário de jantar). Com essa realidade, grandes empresas como a Google já lançam seus serviços de ‘pausa digital’, um momento normalmente na hora da janta ou de dormir onde os sinais de Internet  são limitados.  Ironicamente, a tecnologia agora permite maior facilidade para se desconectar do mundo digital.

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Máquina de capsulas para mamadeiras

2) Inovação cívica

Não é apenas com seus filhos que os novos millennials adultos se preocupam, existe também um crescente senso cívico. Os millennials querem melhor suas cidades, eles se importam com política, e desejam transformar o espaço em que vivem. Entretanto os velhos métodos de atuar civicamente não funcionam para eles, pegar senha para uma fila para falar na prefeitura que tem buracos em sua rua soa absolutamente absurdo para qualquer um dessa geração.

Muitas iniciativas surgiram para diminuir o espaço entre a população e o poder público – agora iremos’hackear’ as cidades. O case de Los Angeles exemplifica bem essa tendência, a prefeitura criou uma plataforma onde disponibiliza em um mapa da cidade as informações de todas as obras e trabalhos municipais ocorrendo. Isso possibilita uma mais fácil prestação de contas à sociedade, e também oferece aos cidadãos a chance de fiscalizar as obras da prefeitura. Em 2016, a cidade de Syracuse/NY organizou um ‘hackaton’ de informações da cidade, onde toda a população foi convidada a usar big data da cidade para sugerir melhorias praticáveis.

Claro que esse tipo de iniciativa ainda fica limitado pelo acesso que as pessoas tem à Internet e o quanto elas compreendem sobre os problemas de sua cidade – o que pode se tornar inatingível para comunidades carentes e rurais. Em países como a India, isso é bastante significativo. Aí vemos mais uma tendência, a Digital India – um projeto nacional para conectar áreas rurais a Internet. Grandes empresas do Vale do Silício, como Facebook e Microsoft apoiam e doam muito a essa iniciativa de inclusão digital. O projeto Digital India pode ser considerado o piloto de vários projetos de inclusão digital mundiais que irão trazer a população carente e rural até as possibilidades de e-commerce, ativismo digital, cidadania tecnológica e educação digital.

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Apoio público de Mark Zuckerberg à Digital India

3) Novas Realidades

A realidade virtual e a realidade aumentada evoluem a passos largos. 2016 marcou o boom do Pokemon Go. Era um jogo sem muitos atrativos para o público de massa (baseado em um universo de desenho infantil e jogos com apelo ao público adolescente geek), mas que foi um fenômeno social enorme graças a sua inteligente utilização da realidade aumentada. Os pequenos monstrinhos aparecerem em sua frente, através da lente do celular, foi o suficiente para transformar um produto de nicho em um produto de massa.

Também em 2016, a London Fashion Week criou um aplicativo de realidade aumentada que permitia os usuários ‘vestirem’ virtualmente modelos dispostas em vitrines.  Enquanto a realidade aumentada floresceu em 2016, a realidade virtual parecia estagnada em alguns jogos e simuladores bastante limitados, apesar de sua incrível qualidade de gráficos. O que as empresas de realidade virtual notaram é que para fazer essa tecnologia prosperar é preciso inserir o componente social a ela.

Agora empresas como a The Void trabalham para inserir o componente social tão importante em jogos como World of Warcraft e League of Legends na realidade virtual. A realidade virtual desponta, então, como uma plataforma para os usuários interagirem entre si e com um mundo fantástico, descobrindo conteúdos e novas experiências.

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Pokemon Go utilizou realidade aumentada para transformar um produto de nicho em febre mundial

4) Sopa de Silício

A hierarquia e as relações dentro e entre as empresas do Vale do Silício sempre foi complexa de entender por quem não faz parte deste meio. Mas essas linhas se tornam ainda mais confusa com empresas atuando em mercados que não fariam sentido que atuassem.

Em 2016 as empresas de delivery de comida, como a iFood, começaram a enfrentar competição da Uber (empresa de transporte) e do Facebook (empresa de rede social) pois essas organizações lançaram serviços de entrega de comida também. A Amazon e o Google brigam pelo terreno da Internet das Coisas dentro das residências, mas ao mesmo tempo o Google compete com a Apple no ramo dos smartphones com seu Pixel. E claro, toda grande empresa do Vale está tentando criar seu carro autônomo.

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UberEats, a gigante dos transportes avança no ramo do delivery de comida

5) Segurança Virtual

Com cada vez mais partes da vida de todos sendo virtual, desde seus relacionamentos, até a educação das crianças e sua atuação de cidadão, é natural que a segurança virtual se torne um assunto extremamente importante para a maioria das pessoas.

Os trolls da internet e os abusadores virtuais  fizeram muitas vítimas em 2016 -adolescentes e crianças que tiraram a própria vida por não suportar abusos e chacotas feitas pelos seus colegas e por pessoas ao redor do mundo que elas nem ao menos conhecem. Discursos de ódio inflamados influenciaram questões políticas e eleições em diversos países. Agora as empresas de tecnologia buscam formas de proteger seus usuários desse tipo de violência. Yahoo lançou um software capaz de identificar se um comentário online tem discurso de ódio ou não. Os esforços de proteção contra bullying do Twitter consomem uma boa parte da renda da empresa. E o Facebook cria mecanismos de facilitar a identificação de notícias falsas, para evitar a propagação de mentiras por sua rede.

A Internet das Coisas insere o digital em produtos antes básicos do nosso dia dia, produtos com os quais não nos preocupávamos de serem vítimas de violência. Agora hackers não podem apenas roubar seu número de cartão de crédito, eles podem entrar na rede de sua casa e trancar todas as portas, ou sequestrar o Jeep com a família dentro. Pesquisas conduzidas nos EUA e no Reino Unido demonstram que os usuários se preocupam mais com a segurança do que com o preço ao contratar um serviço online, o que abre espaço para empresas se especializarem nisso.

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Facebook desenvolve mecanismos de combater notícias falsas.

ACOMPANHE >>> No próximo post vamos falar de tendências de Turismo e Hotelaria

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