MERCADO: Tendências de Turismo e Hotelaria para 2017

Continuando com nossa série temática de posts sobre tendências para 2017 com base no relatório anual de tendências da J. W. Thompson Inteliggence. Apresentamos diferentes segmentos, as tendências listadas deverão impactar diretamente mercados, produtos, marcas e serviços no próximo ano. Inspire-se, reflita e se necessário repense seu negócio, pois o mundo muda cada vez mais rápido.

Iniciando esta série temática trazemos algumas tendências de turismo e hotelaria que irão pautar 2017:

1) Novos nichos

Para competir com o AirBnb, que oferece preços mais convidativos e/ou lugares mais luxuosos que os hotéis, o mercado de hotelaria terá de se diversificar e oferecer opções que simples apartamentos não podem. Um desses nichos é o Halal, isto é, locais adaptados a fé muçulmana (sem bebidas alcoólicas, sem carne de porco, etc).

O crescimento do poder de consumo da população muçulmana já afetou a indústria fashion e de cosméticos significativamente. Até 2020, as viagens feitas por muçulmanos será um mercado de US$220 bilhões, e esses consumidores tem necessidades bastante específicas. Países asiáticos estão se preparando para esses clientes – a Tailândia abriu seu primeiro hotel inteiramente Halal, o Al Meroz, e a capital de Taiwan, Taipei, oferece salas de reza em suas principais estações de metro.

Outro nicho são hotéis para a geração Z, a geração que vai começar a chegar aos 21 anos em 2017, os tornando o próximo grande mercado consumidor. Essa geração é ainda mais ligada em questões tecnológicas que a anterior, e também adoram experiências singulares.A rede Marriot criou um laboratório em sua unidade Charlotte onde está testando produtos e serviços focados na geração Z, como um ‘mercadinho’ com produtos de pequenas empresas locais, check-in digital e fitness center high-tech.

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Al Meroz, primeiro hotel Halal da Tailândia

2) Turismo inóspito

Com o crescimento do poder de compra de muitos países na América do Sul e Ásia, certos destinos tradicionais se tornaram ‘batidos’. Qualquer um pode parcelar em 15 vezes e ir até Paris por 5 dias, mas quem pode dizer que já viu a Aurora Boreal de um dos polos? Assim cresce a demanda por turismo em lugares inóspitos e inesperados.

Conhecer um destino polar já pode ser uma experiência de luxo com empresas como a Crystal Serenity oferecendo cruzeiros que atravessam a passagem nordeste do Alasca até o Atlântico em setembro. No lado oposto do planeta, o White Desert Camp é uma pequena vila com acomodações premium para se passar alguns dias na Antártica.

Outra opção um pouco menos gelada são passar noites ao ar livre nos Alpes Suiços, com ‘serviço de quarto’ e banheiro a meros 10 minutos de caminhada. O hotel conceito Null Sterm Hotel abriu em 2016 com essa proposta e já está lotado até o final de 2017. No Japão, Memu Earth Hotel oferece a experiência de passar a noite no interior japonês olhando as estrelas sem nenhuma pessoa a vista.

Para quem realmente não tem vontade de passar frio ou ficar ao relento, mas não quer abrir mão de uma experiência única, pode passar suas férias em países em conflito como Oman, Irã ou Georgia. O grupo tailandês Anantara abriu um novo empreendimento em Oman que oferece aos turistas um resort de 5 estrelas nas montanhas do país, com yoga em topo de penhasco e trilhas. O Irã está entrando na sua era de ouro do turismo, de acordo com o Euromonitor, frente ao seu novo acordo nuclear com os EUA. E a Georgia capitaliza em sua história de produção de vinhos nas montanhas do Cáucaso.

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White Desert Camp, turismo de luxo na Antártica, imagem externa
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White Desert Camp, turismo de luxo na Antártica, imagem interna

3)Estar em casa

Uma tendência mais geral de hotéis vem da oportunidade que o AirBnb apresentou de os clientes poderem comprar certos produtos que gostaram das acomodações para se ter em casa. Para o AirBnb foi um passo bastante lógico para algumas marcas, pois eram casas e apartamentos que estavam sendo alugados, nada mais natural que os hóspedes imaginassem que podiam comprar os mesmos produtos para suas residências.

Mas hotéis agora formam parcerias com fornecedores de decoração de casa para oferecer aos seus clientes a sensação de ‘estar em seu lar’ ou a chance de copiar o estilo único do hotel. O hotel London’s Artist Residence abriu um e-commerce para seus clientes poderem comprar os artigos de arte e decoração direto dos quartos e poderem reproduzir o estilo do empreendimento em suas residências. Enquanto isso, a Parachute, empresa de móveis e decoração, abriu um loft onde clientes podem se hospedar e acabar vivenciando os produtos da marca.

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Quartos para alugar da Parachute Home, empresa de acessórios móveis e decoração

4) Histórias para contar

Para viajantes que ainda desejam uma experiência única, mas não estão dispostos a desbravar os elementos e conflitos para passar as férias na Antártica, nos Alpes Suíços ou no Irã, existe o turismo de ‘história para contar’. São viagens para destinos mais tradicionais, mas com objetivos diferentes.

Amsterdã já deixou de ser lembrada pelas suas tulipas e moinhos, e mais pela possibilidade de se experimentar marijuana legalmente. Na América Latina, cresce o turismo de ayahuasca, uma bebida fermentada utilizada em cerimônias religiosas e de cura por tribos amazônicas que oferece experiências psicotrópicas.

Outra opção é o turismo de DNA, a busca pela terra de seus ancestrais. Essa sempre foi uma opção aos turistas descendentes de Europeus, mas agora serviços de teste de DNA como 23andMe e AncestryDNA pode indicar a descendência de Africanos.  A empresa Momondo, um serviço de buscas de viagens, fez uma ação onde oferecia testes de DNA gratuitos para americanos-africanos para que eles pudessem ir ao país de origem de seus ancestrais, e então se ofereceram a levar as pessoas a esses países.

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Imagem promocional da Momondo

5) Hotelaria Consciente

Reutilizar a água já não é o suficiente em um mundo que demanda mais e mais que as empresas se preocupem com a sustentabilidade de seus negócios. Para demonstrar sua preocupação com suas comunidades, empresas de hotelaria tem de se posicionar em questões locais importantes. Em 2016, na tragédia do Furacão Matthew, o AirBnb ajudou as pessoas afetadas a conseguir abrigo com seus anfitriões cadastrados e em qualquer fonte que pode. Além disso, o AirBnb fez parceria com a SolarCity, empresa que oferece serviço de instalação de placas de energia solar, para oferecer essa opção a seus anfitriões a um preço mais atrativo.

ACOMPANHE >>> No próximo post vamos falar de tendências de Marcas e Marketing 

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