VAREJO: Tendências para 2017

Continuando com nossa série temática de posts sobre tendências para 2017 com base no relatório anual de tendências da J. W. Thompson Inteliggence. Apresentamos diferentes segmentos, as tendências listadas deverão impactar diretamente mercados, produtos, marcas e serviços no próximo ano. Inspire-se, reflita e se necessário repense seu negócio, pois o mundo muda cada vez mais rápido.

Iniciando esta série temática trazemos algumas tendências de Varejo que irão pautar 2017:

1) Flagships

A era que a Apple liderou de lojas com design minimalista, branco, metálico e com os produtos expostos para os clientes comprarem sofre grandes transformações. Começando pela arquitetura das lojas que agora busca elementos naturais, mais amigáveis e convidativos. Não é mais preciso ter uma loja toda de vidro para provar que entende de tecnologia. Árvores, plantas, tijolos a mostra, texturas diversas voltam para deixar os espaços mais confortáveis e convidativos.

O que também fica claro é que se o consumidor quiser comprar o produto, ele tem diversos locais para adquiri-lo, sejam virtuais ou físicos. Ao ir a uma flagship, o consumidor que uma experiência com a marca que vá além de saber as especificações do aparelho. A Samsung apresentou ao mundo sua nova flagship em Manhattan, a Samsung 837, onde não existe nenhum produto a venda. Os clientes que vão até a loja chegam em um espaço cultural que reforçar o posicionamento e os valores da marca com programação de música, esportes, saúde, culinária, inovação e moda, tudo enriquecido com as ferramentas tecnológicas da empresa.

E não é só na tecnologia que essa tendência funciona. A Pirch, empresa de eletrodoméstico e decoração para cozinha tem uma flagship é uma cozinha gigante, onde são oferecidas aulas de culinária e onde os consumidores podem experimentar os aparelhos testando suas próprias receitas.

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A loja-auditório, Samsung 837

2) Novos canais

Onde é que se pode vender roupas? Só online e em lojas de roupas? Não, vende-se onde for mais conveniente para seu cliente. A Argent é uma marca de roupas para mulheres profissionais, empreendedores e muitas vezes freelancers. Para reforçar seu posicionamento e ser mais conveniente a suas consumidoras, a marca fechou parceria com o coworking WeWork e agora o coworking é o principal ponto de venda da empresa. As empresas afirmam que a parceria foi fechada também por os valores de ambas estão bem alinhados: elas querem construir um sentimento de comunidade, empoderar mulheres empreendedoras e criar mudança.

Outra empresa que inovou em seus canais de distribuição em 2016 foi a Obsessee, nova marca da indústria fashion voltada para mulheres jovens de 14 a 22 anos. A marca de lifestyle não tem website próprio e vende seus produtos em 10 plataformas sociais diferentes como Snapchat, Tumblr e Periscope.

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uma das filiais da WeWork com os produtos da Argent em display

3) E-commerce

O e-commerce seria uma experiência perfeita pra muitos, se não fosse a ‘vida real’ atrapalhando. A parte do pagamento e da entrega são as que mais tendem a dar problemas e afastar os consumidores virtuais.  Os pagamentos ainda são um processo longo, demorado e com muita chance de dar erro – são diversos números a inserir, conexão entre diversas plataformas que pode falhar (loja, operadora do cartão, banco…). Por isso as tendências de pagamento seguem pelo caminho de pagamento com um click e chegam até em pagamento por movimento, para realidade virtual. Outro fato importante dessa tendência é que o World Wide Web Consortium, instituição que indica padrões para Internet, demandou que algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo se unam e cheguem em uma solução única e integrada de pagamento, online e offline.

Sobre a entrega, pesquisa conduzida pelo Innovation Group’s Frontier(less) aponta que 29% dos millennials e 35% dos geração Z esperam que o produto seja entregue em até 2 dias, e 80% de todas as geração esperam que a entrega seja gratuita. As grandes empresas de entrega, Fedex e UPS, assim como Amazon, Uber e outras estão estudando novas formas de entrega mais rápidas e baratas – seja por colaborações, uso de drones ou de caminhões autônomos.

4) Plus size

Opções de roupas plus size por muito tempo nem ao menos existiam nas grandes marcas, só em lojas de nicho. Depois elas começaram a aparecer em pequeníssimas opções nas maiores marcas, mas com 67% das mulheres norte americanas vestindo maniquim 14 ou maior as empresas começam a ter que levar esse nicho muito a sério. JC Penney e Target lançaram em 2016 coleções voltadas ao plus size, e a marca Seven7 da comediante Melissa McCarthy trabalha com tamanhos do 4 ao 28 e tem filas de consumidores em suas portas.

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O projeto @Seethe67% da plataforma de lifestyle Refinery29

ACOMPANHE >>> No próximo post vamos falar de tendências de Saúde. 

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